Ecótipo Alvão
Ecótipo Alvão
Ecótipo Alvão
Ecótipo Alvão
Ecótipo Gerês
Ecótipo Gerês
Ecótipo Alvão
Ecótipo Alvão
Ecótipo Alvão
Ecótipo Alvão
Ecótipo Gerês
Ecótipo Gerês
Ecótipo Alvão
Ecótipo Alvão
Ecótipo Alvão
Ecótipo Alvão

Os animais desta raça são animal rústicos, assertivos e valentes, características estas que lhe dão o nome. Atualmente esta raça está em risco de extinção, contando com aproximadamente 12.000 animais registados no livro genealógico, esta raça é criada no norte de Portugal em cabradas de 150 a 200 animais.

É cabra Bravia porque os animais desta raça são rústicos, assertivos e valentes. E são estas características estas que lhe dão o nome. Não são selvagens. São animais domésticos. É no pastoreio, por entre fragas e escarpas, que esta cabra encontra o seu destino. São os pastores que melhor a conhecem e a definem. E dizem”bravia” com o sentido que esta cabra é isso mesmo.

Esta raça admite colorações de pelagem castanhas, ruivas, pardas ou pretas, de diversas tonalidades, com ou sem malhas, sendo vulgar apresentarem as extremidades (cabos, face e linha dorso-lombar) com tonalidades mais escuras que o resto do corpo. Com cornos finos e eretos, ou ligeiramente curvados dorsalmente, são maiores e ligeiramente espiralados nos machos. Têm úbere pequeno, bem ligado e com tetos pequenos.

Esta cabra é criada essencialmente nas áreas confinantes das serras do Marão-Alvão e serras de Peneda-Gerês. Supõe-se que o isolamento geográfico terá privilegiado a fixação de alguns atributos nas cabras dessas regiões, o que terá resultado na diferenciação dos ecótipos do Alvão e do Gerês. Os animais do ecótipo do Alvão são predominantemente castanhos ou ruivos, são também maiores, mais compridos e mais pesados que os animais do ecótipo do Gerês, os quais são predominantemente pretos, castanhos escuras ou bicolores.

Perfeitamente adaptada a sistemas de produção extensivo baseados no pastoreio de percurso em montanha, a cabra Bravia é indissociável das paisagens serranias do norte de Portugal.

A cabra Bravia é criada apenas na vertente carne, na qual o cabrito bravio é a sua produção de excelência. Contudo existem outros produtos que esta cabra dá que não podem ser ignorados. Tal como a cabra para chanfana, a produção de fertilizante orgânico, fonte de matéria-prima para artesanato, o seu contributo para o controlo do coberto vegetal (sendo identificadas como as cabras sapadoras modelo) e atrativo turístico como simbolo de pecuária de montanha. Mas nenhum destes produtos consegue igualar o cabrito bravio. A cabra puxa sempre para o monte… Mas é na mesa, na intimidade das famílias, em tempos de reunião e celebração, que nós devemos respeitar o pastor de cabra bravia e agradecer a este animal pela sua coragem em se criar por entre as fragas. Pois apenas desta forma é possível transportar para as nossas mesas, um pouco das nossas serras.

 

Padrão da Raça Caprina Bravia

 

Aspeto Geral

Estatura pequena ou mediana consoante o ecótipo com tipo de pelagem muito diversa, representada por animais elipométricos e ortóides. De aptidão carne.

Cabeça

Triangular, seca, com cornos em ambos os sexos, pequenos, finos e eretos, ou ligeiramente curvados para trás. Orelhas de tamanho médiano,  horizontais e dirigidas para a frente.

Tronco

Pescoço comprido, fino e bem ligado, Tronco pouco desenvolvido, linha dorso-lombar reta, garupa descaída e diâmetro dorsoesternal e bicostal  pequenos; úbere pequeno, bem ligado, com tetos pequenos.

Membros

Curtos, fino e com as articulações bem salientes. Os bom aprumos, associados aquelas características e ao reduzido peso, fundamentam a excelente agilidade dos caprinos da raça bravia.

Pelagem

O pelo é curto, sendo mais comprido e áspero no machos. Dominam as colorações preta ou castanha. Esta última, evidencia tonalidades mais escuras na cabeça, ao longo do dorso, garupa, ventre e extremidades dos membros. Alguns caprinos apresentam malhas, com localização variável. A pele é de cor escura.

Colorações

São cinco as cores base presentes na pelagem da cabra bravia. Estas podem apresentar tonalidades diversas (claro e escuro). Nestas cinco cores, quatro são de pêlo simples (pêlo de uma só cor), castanho, vermelho ou ruivo, preto e branco, e uma de pêlo composto (com mais de uma cor), o pardo.

Pelagens Simples

Quando todo o exterior do animal apresenta apenas uma coloração são classificadas como pelagem simples unicolor, ou então, na maior parte da área do animal, com exceção da face, cabos e linha dorso-lombar que tem de se apresentar preta, castanha ou branca, classificada como pelagem simples bicolor.

Pelagens Mistas

Estas cores podem também ocorrerem em pelagens mistas definem-se por uma composição de várias cores resultando em malhas de coloração e localização variável. Quando a maior parte do animal é de uma côr apresentando malhas de outras cores, este tipo de pelagens pode ser classificada como pelagem mista bicolor. No caso onde a pelagem do animal é constituída por três ou quatro tipos de cores diferentes, a pelagem pode ser classificada como pelagem mista multicolor.

Forma e tamanho dos cornos

Ambos os sexos têm cornos, e que estes apresentam-se pequenos, finos e erectos ou ligeiramente curvados para trás. 

O corno em sabre é aquele que se curva ligeiramente para trás, tal como um sabre. O corno pinheiro é aquele que se posiciona perpendicular ao chão quando o animal come, assemelhando-se a um pinheiro. O corno reicheleiro apresenta uma secção triangular e não é muito valorizado na cabra bravia. O corno selvagem, apesar de extremamente raro, apresenta-se curto, fino e com uma série de anéis. Este tipo e corno pode revelar grande proximidade com a cabra do Gerês, que se pensa extinta. O corno prisco, é aquele que tem tendência para se enrolar sobre si mesmo, quase em espiral, mas em lira alta e de forma divergente. Este tipo de corno, ainda que presente nas fêmeas, é característico do macho bravio. Os machos também são popularmente chamados de  reichelos (reixelos), daí que o corno reicheleiro seja algo semelhante aos cornos presentes nos machos, contudo é mais inclinado posteriormente, tendo parecenças com os cornos frequentes em outras raças de caprinos, como a serrana ou a charnequeira, raças estas provenientes do tronco pirenaico.

Uma cornadura denomina-se de “aberta”, quando a distância entre cada ramo dos cornos aumenta à medida que nos afastamos da cabeça, em contraposição, denomina-se “estreita” se a distância entre cada ramo dos cornos é curta e se mantêm constante à medida que nos afastamos da cabeça. Quando um dos ramos dos cornos está partido, normalmente por traumatismo, essa particularidade deve ser assinalada, indicando se se trata do corno direito ou esquerdo. Uma cornadura em gancha, resultado de um crescimento anormal dos cornos, é definida quando a distância entre cada ramo dos cornos varia, sem proporção, à medida que nos afastamos da cabeça, podendo mesmo, os ramos da cornadura sofrerem um cruzamento.